domingo, 28 de novembro de 2010

what were we thinking



"The sun hasn't shined today at all
A funny thing it's hard to see
Through this emptiness
Slowly breaking me
Maybe hurt me just a little less
Then I can start to breathe
But still your heart is out of reach
(...)
What can I do?
what did we do?"

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A.Ti

Uma noite. Iluminada, pela Lua. Um olhar. Doce, de pessoas crescidas. Um sorriso. Aberto, de quem não tinha nada a esconder. Uma multidão, resumida a nós. A fotografia, meia amarrotada pelo esconderijo forçado num livro que não me faça retroceder.
Coimbra. Chuvosa, de nuvens de algodão (doce) e sol que a ilumina. Lugar onde queria ser, contigo.
E uma carta, de muitas grandes palavras. Esquecida pelo tempo. Não entregue pelo orgulho que carrego.
Juras maiores que nós; barreiras de um destino que chegavam para os dois; e, uma Paixão contida que apetecia gritar, do tanto que nos preenchia. Se me roubassem corrias o mundo, dizias. Ou, se desaparecesse da tua vida, montavas tenda à minha porta, até que me dignasse a sair do meu casulo. Roubaram-me. Desapareci. Ou perdeste-me, já nem sei. Nego-te a ti, o sentimento. Mas, não nego o coração que me arde no centro do peito e tudo aquilo que choro, de esconder o que nunca tive coragem de te dizer, e de aceitar para mim própria, enquanto houve tempo.
Vem, leva o tempo que quiseres, mas vem. E aí ensinar-te-ei como se ama assim, sem doer, sem projectar, sem deixares de ser Tu. Volta a ser engenheiro de nós e voltarei a ser viajante, a arquitecta do teu coração. Mostrando-te os alicerces de que precisas, num “dócil sorriso, que carrega o mundo no olhar”.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E tu onde te vais refugiar?

(...) Desculpa os dedos,que (te) querem tocar, mas descobrem segredos, de uma noite de mar.


Ouvesse ao longe alguém que canta "Há um perfume que ficou no ar, algo que está no olhar"... Mas, a expressão musical fechou-se com ele, quando levou, numa noite, a arte dela.
Desenhos de notas fechadas na pauta que ela não consegue acabar,criam o mapa de um passado deserto inteiramente preenchido, no qual ambos voaram pelas ruas das quais fizeram céu. Eram o "instrumento" um do outro, agora enquanto ele lhe pede que não desista, ela só quer que ele não se perca neste momento. As notas que faltam a esta melodia estão escondidas nos dedos de ambos, como metades iguais, mas há palavras que fazem parte da familia dela: um Da capo desenhado na mais fina folha,ao escrever esta melodia, ao som das teclas do seu piano, ao mesmo passo que a sua alma implora que ele a leve para onde vai- Da capo al coda.
No momento de passar a limpo a pauta, certamente o vento da janela que teima em estar aberta, levou a união do 1º para o 3º andamento- Da capo al fine. Restaram uns andamentos medianos que por entre notas melodiosas, falam por ela. Gritos do que ela pensa e que cala assim, numa pauta inacabada, em cima da estante do seu velho piano, são notas que não saem mais das mãos, ou letras que não saem mais da voz, de tantos dias e noites a tentar unir andamentos, que não são mais que pedaços de nós.


Espero um dia que ela tenha a pauta acabada,

e que os seus dedos corram

pelo teclado do piano como antes,

como sequiosa do que mais falta lhe faz...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Existem pessoas sem prazo de validade. E é por isso que quando nos oferecem uma melodia, ficam para sempre. Podemos ouvi-la hoje ou amanhã, e toca-nos sempre. E alarga-nos os neurónios, e faz melhor à alma do que as vitaminas. E ás vezes dá-nos, finalmente, a autorização de que precisávamos para chorar. Por outro lado, existem melodias (as de coração e alma) que nos fazem desconfiar...mas valem sempre a pena ouvir, porque quando se faz ginástica com a linha do horizonte e a curvamos à nossa medida, encontramos quem está sempre perto de nós.
Porque,

"Na verdade, o mundo interior não divide as pessoas entre as estranhas e as de familia. Mas, entre os viajantes e os aventureiros, os arquitectos do nosso coração e os alquimistas. Os viajantes e os aventureiros são pessoas que nos surpreendem, de passagem. Os arquitectos do nosso coração rasgam avenidas ou desvendam planaltos. Os alquimistas transformam-nos sempre que nos dizem: "Chega-te a mim...e deixa-te estar."


(Tenho saudades de um tempo em que tinha a meu lado 3 pessoas que me faziam rir e chorar, mas que mostraram sempre o verdadeiro significado da palavra permanência, não eterna ou palpável. Mas na distância de um enorme horizonte.)


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Serenata

A última, da latada ...

O reviver de emoções, lembranças, amizades construidas em cinco anos na cidade eterna dos estudantes. Sonhos, desejos, amores, o inicio e o fim de um ciclo marcado pela mais bela melodia que ressoa nos corações de quem ousa entrar no profundo das palavras.



"És o inicio da saudade, Coimbra, onde deixas em mim tanto de ti"

sábado, 16 de outubro de 2010


"O sentimento é nobre quando não é adulterado pelo sentimentalismo, e pelo desejo de posse e que, quando ousamos olhá-lo, o mundo é belo."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

2ª PARTE ...

... de Passos mágicos ...

A distãncia de algo que nos aviva a memória faz-nos bem, mas ao mesmo tempo é afastarmo-nos daquilo que somos e do que nos constrói como seres. Tu, ele, ela, o nós, quem foi, quem vem, quem está. São pedacinhos de cada um, são pedaços meus, que me fazem rir, chorar, sofrer, amar, mas mais importante VIVER. :)
Eu gosto de viver, sorrir (até me doer a barriga, ou então até chorar), gosto de quem me rodeia, rodeou e sei que estará para rodear. Tenho saudades de ti, dos que passaram por mim, e deixaram tanto deles por aqui - tenho um baú cheio de recordações, de memórias que não pretendo esquecer nunca - Sou uma romântica incurável, passe o que passar, está nas veias, no sangue que me corre, no bombear que me dá vida.
Volto aqui, porque gosto de escrever, e sempre me expressei melhor assim, do que por qualquer outra palavra que possa proferir. Serei eternamente tua, e tudo o que escrevo se baseia naquilo que um dia me deste e estarás para dar, sou do Mundo, e sei que um dia irei saborear o verdadeiro sabor das estrelas, porque afinal o passado, o presente e o futuro, é algo que me fará sonhar sempre.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não reconhecemos o grande dia da nossa vida, até que este acontece.
O dia que nos agarramos a algo ou a alguém. O dia em que sentimos uma felicidade imensa, que nos invade e não a percebemos. O dia em que conhecemos a nossa alma gémea, e simplesmente lhe sorrimos. O dia em que nos partem o coração, e o nosso corpo chora, e a alma fica desfeita. O dia em que rimos e choramos. O dia em que dizemos olá, com a mesma força que dizemos Adeus!
O tempo que já não temos, porque queremos viver para sempre!
O dia em que percebemos, que a eternidade não existe. E o que é hoje, pode não ser amanhã. E quem temos hoje a nosso lado a preencher-nos um pedaço de vida, pode amanhã já não estar.
Caminhos, vidas, cruzamentos, enlaçes e desencontros, que tantas vezes acontecem e não lhes percebemos o sentido. Até que um dia o percebemos, e já não vale a pena. Porque o dia, o tempo, e a oportunidade passaram.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Alma de mar em céu de verão

Foi noite e o frio que se instalou em mim, apesar do verão rigoroso que se faz sentir, está em tudo o que se vê. Lá fora ninguém sabe, que por dentro há um vazio, um enorme poço em que tenho vindo a me afundar inconscientemente. Porque em todos nós há um espaço, que por medo não cede e onde a ilusão esquece aquilo que o medo não deixa prever. Pergunto-me se será o medo de saber o que existe realmente neste vazio, que me faz permanecer numa ilusão consciente que criei de um sentimento camuflado que não entendo(?)
E esta noite, haverá mais chão e será mais terra para nascer. A água que me escorre entre as mãos percorre todo o espaço entre a sombra e entre o espaço que restou para refazer a vida no que o medo não matou. Porque sei que onde tudo morre, tudo pode renascer.
Olho-te, e em ti vejo o tempo que passou. Vejo o sangue que já correu em mim, e a força que me moveu quando tudo parou.
A tempestade que não há em ti, é que me tem arrastado para o teu lugar, e é em ti que me apetece ficar. Mas, eu descobri a casa onde posso adormecer, o doce silêncio em que sempre gostei de morar, desvendando o Mundo e o tempo de perder. Aqui tudo é mais forte e há mais cor num céu maior. Aqui é alma de mar, em céu de Verão. Aqui, por mais conhecido que seja, é tudo sempre tão novo e tudo pode ser Amor.
Agora que já é dia, e a luz está em tudo o que se vê, abafa cá dentro o que lá fora faz chover, na cidade que há em ti, encontrei um cantinho para um lugar meu, neste silêncio que irá me fazer permancer, ao abandonar esta cidade, que um dia me conheceu.

quinta-feira, 8 de julho de 2010








'Cause I know that you feel me somehow

sexta-feira, 2 de julho de 2010

:D


FERIASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS


terça-feira, 29 de junho de 2010

Everybody ...



...needs inspiration
...needs a soul
...needs a beautiful melody
when the night's so long.
Cause there is no guarantee
that this life is easy
*




Um antes e um depois. Uma vida. Uma alma. Um lugar de inspiração. Um momento. Amor.

terça-feira, 1 de junho de 2010

**"Senti-me arrepiar repentinamente, a necessidade de falar contigo surgiu, estás aqui, na minha cidade, na nossa cidade, já escrevi mil e uma mensagens, guardei-as, apaguei-as, reescrevi-as, falta-me a coragem, falta-me um motivo plausível para falar contigo depois de tudo o que me fizeste, depois de desapareceres e me deixares sozinha como prometeste que nunca farias. E eu não compreendo esta vontade de falar contigo, mas há tanta coisa por dizer, há tanto por resolver e o que (ainda) me "prende" a ti é exactamente isso: o que ficou por dizer. Não quero voltar atrás no tempo e não quero que voltes a fazer parte da minha vida mas, há muita coisa que tu não sabes e deverias saber. Ensinaste-me mais do que imaginas, e hoje sei que não sorriu ao dizer o teu nome porque compreendi que molduras boas não salvam quadros maus. A culpa não é tua, é desse teu coração sem sentimentos, quase feito de pedra, mas todos um dia caímos nas mãos de quem desprezámos, não te esqueças disso(…)"

sexta-feira, 28 de maio de 2010

De coração nas mãos , e alma aos rebolões completos...
Hoje era um dia que devia ter ficado fechada para o Mundo..
Só, mas no meu cantinho :x


" Quero fazer a viagem prometida a plenos pulmões, onde tenho a certeza de que ficarás só tu, só tu, lá naquele lugar onde nunca mais cruzaremos caminhos, olhares, sorrisos, promessas, omissões, ou simples palavras que rasgam o corpo, por passados, desilusões, amores, sei lá..."






segunda-feira, 17 de maio de 2010


´Ali onde o sol nasce silencioso, inundando o mundo de uma luz púrpura e líquida, onde o mar permanece adormecido, onde a manhã se anuncia a cada dia como se fosse a primeira e onde tudo é tão perfeito e luminoso, apetece ficar para sempre. Mudos e quietos como o mar àquela hora.´

domingo, 9 de maio de 2010

.

... Quantas imagens no teu olhar, lágrimas soltas, pétalas de mar, quantos silêncios dentro de nós são gritos mudos da tua voz ...

):(

sábado, 8 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

' Experiências da Alma '

Um sonho não compreendido é como uma carta não aberta. O sonho despoja-nos da fantasia, das formalidades, armando-nos com uma tremenda liberdade, de modo que todo o desejo se precipita para se converter em acção.
É na alma, que residem todos os momentos, sejam eles em distância, ou naquele em que ele a olhou e, a ficou a conhecer por inteiro. “Experiências da alma”, nas quais residem o verdadeiro significado de tudo aquilo que vivemos.
Há muito que, com ele, ela perdeu a racionalidade e a coerência que devia ter mantido, mas que aos poucos sob a alçada da “cidade dos Amores” vai conquistando outra vez. Mas, também sabe que como menina pequena que é, que a muralha tão bem alicerçada em tempos foi levada por ele. Porque, com ele, ela descobriu-se, superou-se e perdeu-se, e é numa avenida de sentimentos que continuam ambos, mas ela de braços estendidos e pernas trémulas, a saber o que quer, mas com medo de actuar; e Ele na incerteza de uma imaturidade que ainda não o deixa seguir a emoção e a racionalidade. Tola? Certamente. Mas, a princesa deste conto é de esferovite e o tempo vai desfazendo-a.
Ambos não sabem ao que ainda teimam, pondo-se à prova sentimentos, acções e palavras. Ele não sabe que ela ainda guarda muito dele, e que não precisa de pedir que ela não se esqueça dele (porque ela não esquece mesmo), e ela não sabe o que é para ele - Se apenas uma simples estranha que o coração dele conhece, ou simplesmente o alicerce de que precisa para se sentir seguro, numa vida, que é uma autêntica corda bamba.
Ela tem saudades sim, de sorrir, de chorar, de histórias, das aventuras, de sentir Amor… (...)
Caprichos, talvez !
Mas, apetece-lhe que ele venha mesmo e que a abrace, como prometeu, aquele abraço, que a protegia. Ficar lado a lado, e sentir apenas a presença calma, que a aquece bem no centro do peito e ilumina aquele pontinho brilhante na alma. Porque cada vez que ele teima em voltar e em remexer no passado volta a apetecer-lhe a ela voltar a encontra-lo no caminho - Touch me deep, pure and true, this is the way !

segunda-feira, 26 de abril de 2010

" (...)
-Estou tonta e um bocadinho triste. As coisas da terra são diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas bonitas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade? - perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.
- Ai! - suspirou a Menina do Mar olhando para a Terra. Agora estou com vontade de chorar. "




"a menina do mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 20 de abril de 2010

Posso mandar as perguntas irem gritar para outro lado? É um bichinho pequenino que ainda me mexe no estômago, mas que já não dói ...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sabiam que ...




... todos nós somos 99% elefante ? :$


Ah , pois é, segundo a Psicologia Positiva, 99% de nós é elefante, ou seja, aquilo que não controlamos,(desde comportamentos à demonstração ou omissão dos próprios sentimentos), e só apenas 1% é que é a nossa racionalidade . :x

E agora , mecanismos de mudança? ou ficamos sempre mais elefante ?!
senti-me mesmo um ratinho

:D

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ser tudo o que podemos Ser, porque Não ?


"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar.
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo ir buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que o meu único rival não eram mais do que as minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez nunca o tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, importa-me simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, ‘o amor é uma filosofia de vida’. Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus triunfos passados e passei a ser a minha própria e ténue luz deste presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas… Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar. Agora simplesmente durmo para sonhar."






:)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ponto sem retorno .

Assim foi de vez...
Percebi os sinais, meus, teus, da vida e dos caminhos bem diferentes que seguimos.
Já me sentia a mais. Nesse mundo só teu, inventado por ti, onde não há espaço para dois, muito menos para mim. Cansei-me de vez, dia após dia, adiámos questões.
E a monotonia, que tu tanto temes, no circo que é a tua vida, tomou conta dos dois.
Julgávamos seguir, por uma avenida , aquela a que um dia chama-mos de avenida dos sentimentos, mas a nossa estrada já não tem saída. Não vale a pena lutar mais por aquilo que já não existe, porque afinal não se pode matar o que já morreu há muito.
chegámos a um ponto sem retorno.

Quero que tu saibas
Que o teu silêncio
Vale mais que mil palavras
E a tua ausência diz-me tudo
E não, não me diz nada.


E Ela parte para parte incerta,
porque já se perdeu por caminhos que não são os seus
e já se venceu pelo cansaço.
Estando longe estivemos tão perto daquele abraço.

domingo, 21 de março de 2010

Balançar mais para quê ?

Ainda existem formas de rasgar-mos mais o peito ?
Brinquei com emoções em parques infantis consumidos pelo tempo. Partilhámos tanto e a nossa cumplicidade era como raios quentes daquele sol de Verão. Andamos por caminhos nunca andados. Sentimos emoções nunca sentidas. Peguei-as no preciso momento em que se sentiram feridas numa brincadeira tola. Trocámos sorrisos discretos e elas (emoções) piscaram-me o olho subtilmente torneado num momento em que mais ninguém viu (nós nunca mais vimos, Sentimos, mas nunca mais vimos). Demos as mãos por debaixo de um chorão que, incrivelmente, segurava flores. Fizemos círculos aleatórios com os dedos frios na água cristalina enquanto planeavamos sonhos.
Acho que as Emoções só gostam de nós quando somos crianças.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A luz do Amor .

e a forma de dizer até qualquer dia



Desenhas-te horizontes por linhas ténues, bem delineadas, traças-te caminhos tão suaves, pelos quais me perdi. Tomas-te como tua aquela caixinha de tamanho infinito , onde te descobris-te, onde me descobri, onde nos descobrimos. Perdidos numa noite dada como nossa, amaste-me, amei-te, amamo-nos, numa noite como tantas outras, seguidas de dias (in)finitos. Uma noite escura iluminada simplesmente pelo brilho do nosso sorriso, que tem todas as cores de todos os sonhos.


Numa noite como todas as outras em que o desejo de voltar a ser, imperou .

By Your side

segunda-feira, 15 de março de 2010


"Ás vezes parece que foi há meia hora que estive aqui, neste cemitério, a ver o caixão descer e as lágrimas que me escorrem pela cara são as mesmas desse dia. Outras vezes, como hoje, em que o sol se reflecte com uma intensidade esmagadora nas lápides, vivo a sensação de alguma distância, como se o tempo, afinal, tivesse mesmo a capacidade de suavizar tudo, até a dor. "

"Alma de pássaro", Margarida Rebelo Pinto 

terça-feira, 9 de março de 2010

Para lá de alucinadas ...


... Não, as cá de casa não têm moedas, mas as miúdas acharam-lhe muita piada !!


Quando já nada nesta casa pode espantar (desde que descobrimos o Garfield versão humana mulher) , eis que ontem à noite, no descanso estudioso dos nossos quartos, o alarme de incêndio toca, e como sempre ninguém liga à primeira, mas é que o "bichinho" ontem até estava para o insistente, e claro que lá acabamos por sair dos quartos, mas nenhum quarto tinha a luz ligada, ou seja :

1º pensamento: "o alarme ta louco";

2º pensamento: "existe algum curtocircuito";

3ºpensamento: "vamos desligar o quadro da luz";

4º pensamento (o mais elaborado): "existe um espirito naquela coisa" ...


Mas, o que ninguém pensou, é que uma ou duas meninas, tiveram uma ideia para lá de estranha, psicótica, estapafúrdia, entre outros dos muitos nomes, tipo criançinhas, de partir dois monitores de quebrar em caso de incêndio :S , será que estavam com alucinações e viram fogo na sua imaginação ?


Digam lá se esta não é uma casa com meninas loucas, que pensam que ainda estão na creche ?! :o

quarta-feira, 3 de março de 2010

3/8

"Tento acreditar como acreditava quando tinha cinco anos... Quando o coração te diz tudo o que precisas saber."


Ela aprendeu a sonhar assim, num tempo em que acreditava em amores eternos. Em que os sonhos nunca morriam, renasciam sempre e para sempre. E foi aí que a vida lhe ofereceu a sua primeira caixinha de música onde guardava os sonhos. Procurei-a hoje, já que a saudade me souprou de leve ao ouvido. E, nessa saudade, encontrei-a, só minha, abrindo-a no meu interior. E pensei "A caixinha deve estar repleta de coisas. Ainda lá deve estar a história da cinderela, da Bela Adormecida...do Romeu e Julieta. E ainda lá está o brilho das lágrimas que eu julgava serem bonitas e que me faziam acreditar que nenhuma dor era eterna." E eu queria chorar como as princesas e queria iluminar o mundo com as minhas lágrimas. Nessa caixinha, parece que todas as batalhas se vencem, excepto as do tempo.
E há ainda um grande sopro de amor eterno. Não se , não se cheira, não se toca, mas ele está lá, de mãos dadas com os sonhos eternos que eu continuo a acreditar serem isso mesmo, eternos. E percebo que a vida não roubou nunca essa caixinha de mim, porque ela, além de ter música, é mágica (lá dentro está uma guerreira capaz de proteger o melhor de mim). Lá dentro, os amantes eternos tocam infinitamente a melodia do seu beijo. E ainda lá está essa menina, sentada, com os cabelos aloirados, que com o tempo foram escurecendo, e os olhos grandes, como a sua verdadeira porta da alma, presos na televisão, cantando, ambicionando ser a princesinha que nunca morre, sempre desperta pelo amor do seu príncipe. E a pequena menina acreditava mesmo no amor eterno, esse mesmo que com um único olhar eternizava uma vida inteira. Deparo-me que já não sou a mesma menina. O tempo derrubou-a e construiu uma outra alma nos seus alicerces. O que restou? Os sonhos, talvez, porque eles são ainda a força mais poderosa do mundo. Porque eu quero ainda acreditar que a vida está errada e que a minha caixinha está eternamente certa. E assim embalo ainda a esperança de que o amor seja, apesar de tudo, eterno.
E, ingenuamente, ainda continuo a acreditar. Porque o tempo e tu derrubaram-me, mas não os alicerces que construí em pequena. Porque a caixinha é mágica, é de música ( a bailarina continua a dançar) e os sonhos são mesmo eternos. Porque ainda há algures em mim, sinais de um amor eterno.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Na volta

"O tempo passa. Mesmo quando tal parece ser impossível. Mesmo quando cada tiquetaque do ponteiro dos segundos dói com o palpitar do sangue sob a ferida. Passa de forma irregular, em estranhos avanços e pausas que se arrastam. Mas, lá passar, passa. Até para mim."
Lua Nova

Andamos à volta em círculos fechados, caminhamos perante uma longa estrada e quando caímos em nós estamos no ponto de partida, a sentir tudo de novo. És estranho sabias?!


Um dia destes, só nos resta fazer frente ao temporal.

Mesmo estando calada, observando-te de longe, sabes o que me vai na mente, és o único que me conheçe até ao mais pequeno pormenor. Desvendas-te segredos, sabes o que provocas em mim e nunca nada vai mudar isso, ainda que as areias do tempo nos levem por caminhos ainda mais diferentes tu vais sempre saber como me beijar e eu vou sempre saber que faça o que fizer é impossivel apagar-te.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Será que eles lá estão ?!

... Piglet, Pooh and Igor ...
Ah pois é, a Noite do pack três está de volta, e a uma sexta feira, de certo não vai dar boa coisa :P
E hoje ela é toda nossa .

GIRLS NIGHT *



(Uma como há muito não se via)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


SONHAR faz tão bem :D

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010













... Pelo menos contigo!!

" Ouve-me com os olhos porque da minha boca só beijarás distância. "

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Again ...

...songs of a fairy tale of the past.

O amor é estranho e o teu "querer-me" ainda mais. A cada dia que passa não consigo perceber esse teu mundo, em que teimas em viver, e a maneira como me tentas manter no teu olhar e abraçada a ti. Vens sempre de mansinho, e passe o tempo que passar, consegues manter viva, a luz que um dia acendes-te naquele cantinho da alma, onde te amei, e onde ainda te guardo. Somos saudade, falta mútua e um outro qualquer ingrediente que ainda não sei bem qual, que nos mantém e te mantém a ti a regressar sempre que te apetece a uma história de princesas e príncipes (que de encantada já não tem nada).
Por mais que eu queira continuar, e goste de ti na minha biografia, começo a ser uma menina "perdida", que com tanta ida e vinda já não sabe do seu norte. Por isso Meu Amor chega de idas e vindas, chegadas e partidas. Estou mesmo, mesmo, cansada e já me doem os pés de tanto tentar me equilibrar na corda que insistes em me manter esticada. Eu não sou tua para sempre,e já não sou a princesa que insistes em manter no teu conto de fadas (foste tu que me mudas-te), assim como a chuva que teima em cair, já não me molha como antes, ja não me põem os pés gelados . Já não há portas , nem janelas, já não existe nenhuma linha férrea que te traga até mim ou me leve até ti. O caminho que tens foi o que escolhes-te, por isso não voltes atrás, como menino mimado, que és, que não suporta a ideia de perder o seu brinquedo preferido, ou se voltares, volta, mas por ti e não pelo que fomos, mas pelo que poderemos ainda ser.
Eu prometo não largar a tua mao de vez, mas aos poucos como tenho vindo a fazer, vais ver, como tudo aquilo que ainda transmites no olhar e em palavras desvanece, e se torna numa ilusão (consciente) TUA.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Face errada da noite

A noite caía em nós, escondida nas nuvens, escondida do tempo. E hoje fomos três, quase como se um apenas, no cimo daquele telhado, um tanto mais longe de tudo. Ali nos deitamos, três umbigos virados para o espaço, à procura do norte. Ela, com as incertezas presas nos caracóis, pestanas húmidas e coração trémulo – perdida novamente. Ele, no meio, mãos atrás da cabeça e pernas cruzadas, clamando em surdina um sinal qualquer que o fizesse perceber aquele turbilhão de emoções das duas amigas, e por ter cortado demais o cabelo e parecer um “nabo”. Eu, olhos postos na única estrela que se via, procurava no meu peito um motivo forte para ter deixado o meu coração ir daquela maneira, se ter perdido daquela maneira, enquanto sussurrava “It started out with a kiss,had love, how did it end up like this?”... enquanto fechava os meus olhos com força procurando afastar a minha imaginação de trilhos indesejáveis para não me perder.
O ar ensaiava o peso daqueles corpos cheios de sei-lá-o-quê, quase colados ao céu. (acho que são saudades de um dia parecido na ribeirinha).
No fim da noite éramos as duas amigas de sempre, falávamos de medos, de dias felizes, do silêncio; falávamos em silêncio quase e as palavras iam ficando no ar e iam se entranhando devagarinho... Sei lá quanto tempo ali ficamos, com o lado mais escuro à vista da noite. Sei lá quantas imagens e ideias foram ali arrancadas aos poucos para doer menos. Sei lá quantas maldições lançamos aos céus por às vezes nos darem semelhante nó no peito que quase não conseguimos respirar. Sei lá das tolices tão cheias de razão que partilhamos.
Ela explodiu em lágrimas de coração confuso e Ele em meias-palavras manda a foto do “nabo”, Eu hoje queria vos segurar aos dois num abraço muito forte, porque não há trilho indesejável que eu não ultrapasse tendo-vos ali, minhas pessoas que são. O vento levou as nuvens e um bocadinho do peso que ali se instalara e apesar da bússola ainda não estar arranjada, o norte já se fazia sentir algures pelos nossos lados. Saltamos do telhado e eu armada em corajosa saltei sozinha,( porque como ele diz “tu és sempre assim, tudo sozinha e como tu queres…”), como quando era miúda, só para provar a mim mesma que era capaz, que ainda sou forte e corajosa para dar um salto no desconhecido de vez em quando. Bem feito! (que) fiquei com os pés doridos porque o chão nunca mais chegava, mas foi tal o aperto na barriga que só me deu foi vontade de rir, com os olhos feitos em lágrimas. Fosse sempre assim...
Ela olhou para mim e sorriu-me, quase com medo do que se passaria ali dentro de si outra vez, e com receio de eu andar a rever aqueles assuntos que não devem ser remexidos, mas nós somos daquelas que remexem em feridas que pensam já saradas, mas que abrem com qualquer toquezinho, seja por velhas fotos que lembram momentos, com hora e data estipulada, como momentos únicos de uma vida. E eles foram os dois, cada um para seu lado. E eu fiquei a ouvir aquela música, que me fala de ti, e que te faz partir. Música que me leva os medos e me leva a ânsia por algo que eu sei que está para voltar em breve. E por dentro dancei, dancei, dancei e cantei a plenos pulmões "Oooh, you set my soul a-light!" quase como se aquele sufoco saísse de dentro pelos dedos que desenhavam no ar amarguras quase ridículas e que rompiam na voz cansada e agitada ao mesmo tempo: "Oh baby, don't you know I suffer? (...) How long before you let me go? "
E foi tudo de uma tal maneira que nem parecia real. Sei lá eu o que nos faz sentir tanto estas coisas que parece que nos remexem nas entranhas mais profundas. Sei lá eu como lidar com isto. Sei lá! Ela diz que somos ridículos porque nos damos sempre tanto que nos tornamos incrivelmente vulneráveis, subimos as escadas até bem lá acima só pelo prazer que nos dá o caminho e já com a certeza que o pé nos há-de fugir a certa altura e nos vamos estatelar todos no chão, mas mesmo assim, ridículos que somos, fazemo-lo, por vezes e vezes sem conta nos vermos no meio do chão, a chorar baba e ranho, à espera de uma oportunidade para recomeçar e voltar a subir, para voltar a cair. Ela diz que há-de ser sempre assim, que é assim que funciona. Eu, ainda gosto de acreditar que não, e gosto de lhe fazer ver a ela, como já fiz a ele em tempos, que não faz mal ir vendo, ir dando devagarinho, ir subindo, que estas quedas servem mais é para aprender. O degrau onde já tropeçamos os três não pisaremos mais e pelo menos esse não nos fará cair de novo...
Amigos «3

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quem é?


Não sei quem é esta pessoa, que veste as minhas roupas, usa as minhas pulseiras e fios, usa o meu perfume e anda pela minha casa. Não sei quem é esta "mulher menina" que finge não ter frio quando treme, que finge sorrir quando chora, e que espera as tuas palavras como se fizesse alguma diferença aquilo que tens para dizer. Gostava de a poder chamar à razão, pedir-lhe que tire a cabecinha dura, que aqui sim mais parece uma pedra teimosa por demais, lá das suas ilusões e fantasias, mas não me ouve, ou assim parece. Há muito que perdera a razão, ao que parece tem um coração muito grande, tão grande que lhe enche os ouvidos até cá cima. Tem dias em que Eu me sinto na sua pele, outros que nem tanto.Tem o cabelo ondulado como o meu e ontem prendeu-o para se lembrar de que ainda tem rosto, mesmo sem um sorriso, que ainda é viva, que ainda sente, que chora nos braços de quem a conhece desde que nasceu, e melhor do que ela própria. Não sei quem é, que, neste corpo que é o meu, precisa de molinhas no cabelo para se lembrar de que é alguém, precisa de se olhar ao espelho e ver que ainda ali está, mesmo que não saiba ao certo quem. A cidade guarda muitas histórias tristes. Mas o meu coração vive na maior delas todas. Afinal, há muito que perdera a razão. Com ela, o Amor. E nada mais existiu.

QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ EM DEMASIA, A CABEÇA ESTÁ EM DEFICE?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sabedoria do Sofrimento

"O sofrimento não tem menos sabedoria do que o prazer: tal como este, faz parte em elevado grau das forças que conservam a espécie. Porque se fosse de outra maneira há muito que esta teria desaparecido; o facto de ela fazer mal não é um argumento contra ela, é muito simplesmente a sua essência. Ouço nela a ordem do capitão: «Amainem as velas». O intrépido navegador homem deve treinar-se a dispor as suas de mil maneiras; de outro modo, não tardaria a desaparecer, o oceano havia de o engolir depressa. É preciso que saibamos viver também reduzindo a nossa energia; logo que o sofrimento dá o seu sinal, é chegado o momento; prepara-se um grande perigo, uma tempestade, e faremos bem em oferecer a menor «superfície» possível.
Há homens, contudo, que, quando se aproxima o grande sofrimento, ouvem a ordem contrária e nunca têm ar mais altivo, mais belicoso, mais feliz do que quando a borrasca chega, que digo eu! E a própria tempestade que lhes dá os seus mais altos momentos! São os homens heróicos, os grandes «pescadores da dor», esses raros, esses excepcionais de que é necessário fazer a mesma apologia que se faz para a própria dor! Não lha podemos recusar! São conservadores da espécie, estimulantes de primeira qualidade, quando mais não seja porque resistem ao bem-estar e não escondem o seu desprezo por essa espécie de felicidade."

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"


O sofrimento não se ensina. sente-se! E que nunca ninguém o queira aprender, porque irá sempre senti-lo. Pode é senti-lo sem saber e não saber senti-lo! *

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Decisões

Tomar um café.
Atravessar na passadeira.
Deixar o despertador tocar.

Estudar pela noite dentro.
Fechar janelas, abrir uma porta.
Dizer que sim.

Ignorar uma chamada.
Usar o cabelo apanhado.
Negar.

Cantar no caminho para casa.
Adiar uma decisão.
Pintar as unhas.
Falar com uma amiga.
Lavar os dentes.

Estudar de véspera.
Adiar.

Telefonar para casa.

Ir ás compras, passear.
Faltar às aulas.
Ir de autocarro ou a pé.
Imprimir os diapositivos.
Dizer que não.
Todos os dias tomamos decisões. Mas esta, é permanente
- Vou deixar-te ir !!

sábado, 16 de janeiro de 2010

"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um VIRAR DE PÁGINA e a HISTÓRIA CONTINUA, ...
...
...mas não o texto."

Fernando Pessoa
E mais um selinho... este da minha queridinha Shell (Bigadaaa) :) *




Ora bem, e as regras são:
* Escrever 10 coisas que não nos saiam da cabeça

1- Tu.
2- que nevou realmente muito na minha terra...e eu não estava :/
3- porquê o silêncio quando preciso palavras?
4- porque é que tenho de estudar ...
5- o porquê de estudo ser igual a soninho...
6- vou chumbar a AP!
7- 20 de Agosto ...
8- FÉRIAS!!
9- Londres !
10- quero tanto de um abraço...

sábado, 9 de janeiro de 2010

"Caixa de segredos"


Hoje fiz aquilo que há muito devia ter feito, dei voz à alma, lavei-me a noite inteira em lágrimas e de manhã percorri os nossos caminhos, possuindo uma caixinha. Pelo caminho dei-lhe um nome a "caixa dos segredos" nela guardo as promessas que alguém construiu em tardes frias de Inverno e sois de primavera, que acabaram com o calor derradeiro do fim de verão, guardo-as na neve densa que nos abraçou e com os laços que um dia nós atamos. Guardo tudo na caixa dos segredos, todos os despites, todas as promessas, todas as palavras, todos os momentos, tudo o que absorvi de ti e de mim naquele tempo. Há dias em que o vento arrasta as persianas inanimadas e eu juro que a vida te trará até mim, tu que eu julguei ser a solução quente para o gelo mórbido em que se tornaram os dias outrora sonhados. E os dias em que te sonho? E se eu não me libertar do colete-de-forças que é amar, porque tu não me dás espaço para isso? Entre a dor de te esquecer e a dor de não te encontrar em pensamento, eis que balanço no frio do teu nome, tão diferente de todos, tão desigual de si mesmo. O Mondego hoje estava lindo,brilhava, quase tão bonito como o último dia que cá estiveste, mas nem a beleza, de um local que já me trouxe tanta felicidade, é capaz de me anestesiar os braços ausentes não de ti, mas de mim. É que os vasos,meu querido, quebram-se com a chuva violenta do Norte e com todos os ventos do Sul, sem os poupar sequer aos do Oeste e lhes acrescentar os do lado contrário. Onde fica o Leste dos amores,onde está o nosso amor construido no centro? que eu agora só lhes conheço o Oeste, onde tudo acaba nas cinzas de um sol esquecido? Na caixa dos segredos, guardo também os vasos em que se transformaram os dias e neles as tuas palavras que não transcrevi, porque não dá mais para te transportar para todo o lado, estou cansada de tudo. Hoje arrumei-te (temporariamente) naquele cantinho da alma, a "caixa dos segredos", talvez voltes (como sempre), mas é algo que preciso. Liberta-me a mente e eu toda!


Raciocínio desconexo? Talvez ...
Mas é como eu me encontro desconexa ,
e com o lado esquerdo do corpo todo carcomido.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"Palavras mudas vieram mudar o meu coração.
Deixa o rio levar, deixa o rio misturar com o ar.
Com os pés no chão e com a mente na paixão.
Com tanto tempo lá, nem um lugar.
Quem saberá cantar, o que ninguém viveu.
E quem saberá contar, o que ninguém sonhou."
"Os olhos ardem e choram do frio gelado que me envolve."
Aprendo com cada dia que vai passando que todas as feridas, sejam elas de foro físico ou emocional, sofrem dos mesmos males e razões de ser. Acontece sem querermos que aconteça, porque sabemos o que causa.
A maior parte magoa logo muito (-issimo), é o primeiro impacto, mas nem sempre, pois as piores não se sentem nos primeiros tempos - o corpo parece que encobre, e nós ajudamos camuflando tudo com apenas um sorriso, porque não queremos sentir- mas agravam-se tardiamente e cada vez mais demoram a curar. E quando são mal curadas, deixam marcas intensas ou cicatrizes (abertas), que irão sempre lembrar ao "ferido" de uma dor, aquela pequena dor que se vai alastrando, ou de um simples erro do passado. A lembrança pede para evitar uma dor igual, falando ao corpo e à alma que o crescimento, a evolução e a transformação do ser, se fazem de erros cometidos e pedras no caminho.

Tudo isto é o motor do amadurecimento, ingredientes da vida ...


" Porque alguem abriu uma janelinha no msn

e me manda uma musica para as minhas reflexões calminhas.

Pois cá está ela. De corpo e alma como era e é"

:')

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um dia disseste-me isto …
“ Aprendi que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazerem feliz.
Cabe-me a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi também que as pessoas mais queridas podem às vezes magoar e muito. E talvez não me amem tanto quanto gostaria (como tu não me amas-te), o que não significa que não me amem, talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o mais importante.
Aprendi que o tempo é muito importante e não volta atrás. Por isso não vale a pena tentar resgatar o passado, quando o que está feito, feito está. Desculpas não valem de nada para ti, eu sei, mas vale a pena construir o futuro, não??? “
"Sentir é mais do que saber"
De corpo e alma, como era e é!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Devia estar ...

... a ESTUDAR !
Mas como em qualquer outro dia de estudo já arranjei mil e uma coisas, inúteis, para fazer... É fascinante ver que ter que estudar me desperta a imaginação, mas nunca para o assunto em estudo, e o soninho, aquele grande amigo, que acompanha cada folhinha que vou voltando :P
Aiii preguiça ....
Mas, é uma realidade, ela está aí, PUM PUM, abertura oficial da época de exames
:$