quinta-feira, 29 de abril de 2010

' Experiências da Alma '

Um sonho não compreendido é como uma carta não aberta. O sonho despoja-nos da fantasia, das formalidades, armando-nos com uma tremenda liberdade, de modo que todo o desejo se precipita para se converter em acção.
É na alma, que residem todos os momentos, sejam eles em distância, ou naquele em que ele a olhou e, a ficou a conhecer por inteiro. “Experiências da alma”, nas quais residem o verdadeiro significado de tudo aquilo que vivemos.
Há muito que, com ele, ela perdeu a racionalidade e a coerência que devia ter mantido, mas que aos poucos sob a alçada da “cidade dos Amores” vai conquistando outra vez. Mas, também sabe que como menina pequena que é, que a muralha tão bem alicerçada em tempos foi levada por ele. Porque, com ele, ela descobriu-se, superou-se e perdeu-se, e é numa avenida de sentimentos que continuam ambos, mas ela de braços estendidos e pernas trémulas, a saber o que quer, mas com medo de actuar; e Ele na incerteza de uma imaturidade que ainda não o deixa seguir a emoção e a racionalidade. Tola? Certamente. Mas, a princesa deste conto é de esferovite e o tempo vai desfazendo-a.
Ambos não sabem ao que ainda teimam, pondo-se à prova sentimentos, acções e palavras. Ele não sabe que ela ainda guarda muito dele, e que não precisa de pedir que ela não se esqueça dele (porque ela não esquece mesmo), e ela não sabe o que é para ele - Se apenas uma simples estranha que o coração dele conhece, ou simplesmente o alicerce de que precisa para se sentir seguro, numa vida, que é uma autêntica corda bamba.
Ela tem saudades sim, de sorrir, de chorar, de histórias, das aventuras, de sentir Amor… (...)
Caprichos, talvez !
Mas, apetece-lhe que ele venha mesmo e que a abrace, como prometeu, aquele abraço, que a protegia. Ficar lado a lado, e sentir apenas a presença calma, que a aquece bem no centro do peito e ilumina aquele pontinho brilhante na alma. Porque cada vez que ele teima em voltar e em remexer no passado volta a apetecer-lhe a ela voltar a encontra-lo no caminho - Touch me deep, pure and true, this is the way !

segunda-feira, 26 de abril de 2010

" (...)
-Estou tonta e um bocadinho triste. As coisas da terra são diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas bonitas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade? - perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.
- Ai! - suspirou a Menina do Mar olhando para a Terra. Agora estou com vontade de chorar. "




"a menina do mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 20 de abril de 2010

Posso mandar as perguntas irem gritar para outro lado? É um bichinho pequenino que ainda me mexe no estômago, mas que já não dói ...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sabiam que ...




... todos nós somos 99% elefante ? :$


Ah , pois é, segundo a Psicologia Positiva, 99% de nós é elefante, ou seja, aquilo que não controlamos,(desde comportamentos à demonstração ou omissão dos próprios sentimentos), e só apenas 1% é que é a nossa racionalidade . :x

E agora , mecanismos de mudança? ou ficamos sempre mais elefante ?!
senti-me mesmo um ratinho

:D

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ser tudo o que podemos Ser, porque Não ?


"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar.
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo ir buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que o meu único rival não eram mais do que as minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez nunca o tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, importa-me simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, ‘o amor é uma filosofia de vida’. Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus triunfos passados e passei a ser a minha própria e ténue luz deste presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas… Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar. Agora simplesmente durmo para sonhar."






:)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ponto sem retorno .

Assim foi de vez...
Percebi os sinais, meus, teus, da vida e dos caminhos bem diferentes que seguimos.
Já me sentia a mais. Nesse mundo só teu, inventado por ti, onde não há espaço para dois, muito menos para mim. Cansei-me de vez, dia após dia, adiámos questões.
E a monotonia, que tu tanto temes, no circo que é a tua vida, tomou conta dos dois.
Julgávamos seguir, por uma avenida , aquela a que um dia chama-mos de avenida dos sentimentos, mas a nossa estrada já não tem saída. Não vale a pena lutar mais por aquilo que já não existe, porque afinal não se pode matar o que já morreu há muito.
chegámos a um ponto sem retorno.

Quero que tu saibas
Que o teu silêncio
Vale mais que mil palavras
E a tua ausência diz-me tudo
E não, não me diz nada.


E Ela parte para parte incerta,
porque já se perdeu por caminhos que não são os seus
e já se venceu pelo cansaço.
Estando longe estivemos tão perto daquele abraço.

domingo, 21 de março de 2010

Balançar mais para quê ?

Ainda existem formas de rasgar-mos mais o peito ?
Brinquei com emoções em parques infantis consumidos pelo tempo. Partilhámos tanto e a nossa cumplicidade era como raios quentes daquele sol de Verão. Andamos por caminhos nunca andados. Sentimos emoções nunca sentidas. Peguei-as no preciso momento em que se sentiram feridas numa brincadeira tola. Trocámos sorrisos discretos e elas (emoções) piscaram-me o olho subtilmente torneado num momento em que mais ninguém viu (nós nunca mais vimos, Sentimos, mas nunca mais vimos). Demos as mãos por debaixo de um chorão que, incrivelmente, segurava flores. Fizemos círculos aleatórios com os dedos frios na água cristalina enquanto planeavamos sonhos.
Acho que as Emoções só gostam de nós quando somos crianças.