terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Na volta

"O tempo passa. Mesmo quando tal parece ser impossível. Mesmo quando cada tiquetaque do ponteiro dos segundos dói com o palpitar do sangue sob a ferida. Passa de forma irregular, em estranhos avanços e pausas que se arrastam. Mas, lá passar, passa. Até para mim."
Lua Nova

Andamos à volta em círculos fechados, caminhamos perante uma longa estrada e quando caímos em nós estamos no ponto de partida, a sentir tudo de novo. És estranho sabias?!


Um dia destes, só nos resta fazer frente ao temporal.

Mesmo estando calada, observando-te de longe, sabes o que me vai na mente, és o único que me conheçe até ao mais pequeno pormenor. Desvendas-te segredos, sabes o que provocas em mim e nunca nada vai mudar isso, ainda que as areias do tempo nos levem por caminhos ainda mais diferentes tu vais sempre saber como me beijar e eu vou sempre saber que faça o que fizer é impossivel apagar-te.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Será que eles lá estão ?!

... Piglet, Pooh and Igor ...
Ah pois é, a Noite do pack três está de volta, e a uma sexta feira, de certo não vai dar boa coisa :P
E hoje ela é toda nossa .

GIRLS NIGHT *



(Uma como há muito não se via)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


SONHAR faz tão bem :D

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010













... Pelo menos contigo!!

" Ouve-me com os olhos porque da minha boca só beijarás distância. "

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Again ...

...songs of a fairy tale of the past.

O amor é estranho e o teu "querer-me" ainda mais. A cada dia que passa não consigo perceber esse teu mundo, em que teimas em viver, e a maneira como me tentas manter no teu olhar e abraçada a ti. Vens sempre de mansinho, e passe o tempo que passar, consegues manter viva, a luz que um dia acendes-te naquele cantinho da alma, onde te amei, e onde ainda te guardo. Somos saudade, falta mútua e um outro qualquer ingrediente que ainda não sei bem qual, que nos mantém e te mantém a ti a regressar sempre que te apetece a uma história de princesas e príncipes (que de encantada já não tem nada).
Por mais que eu queira continuar, e goste de ti na minha biografia, começo a ser uma menina "perdida", que com tanta ida e vinda já não sabe do seu norte. Por isso Meu Amor chega de idas e vindas, chegadas e partidas. Estou mesmo, mesmo, cansada e já me doem os pés de tanto tentar me equilibrar na corda que insistes em me manter esticada. Eu não sou tua para sempre,e já não sou a princesa que insistes em manter no teu conto de fadas (foste tu que me mudas-te), assim como a chuva que teima em cair, já não me molha como antes, ja não me põem os pés gelados . Já não há portas , nem janelas, já não existe nenhuma linha férrea que te traga até mim ou me leve até ti. O caminho que tens foi o que escolhes-te, por isso não voltes atrás, como menino mimado, que és, que não suporta a ideia de perder o seu brinquedo preferido, ou se voltares, volta, mas por ti e não pelo que fomos, mas pelo que poderemos ainda ser.
Eu prometo não largar a tua mao de vez, mas aos poucos como tenho vindo a fazer, vais ver, como tudo aquilo que ainda transmites no olhar e em palavras desvanece, e se torna numa ilusão (consciente) TUA.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Face errada da noite

A noite caía em nós, escondida nas nuvens, escondida do tempo. E hoje fomos três, quase como se um apenas, no cimo daquele telhado, um tanto mais longe de tudo. Ali nos deitamos, três umbigos virados para o espaço, à procura do norte. Ela, com as incertezas presas nos caracóis, pestanas húmidas e coração trémulo – perdida novamente. Ele, no meio, mãos atrás da cabeça e pernas cruzadas, clamando em surdina um sinal qualquer que o fizesse perceber aquele turbilhão de emoções das duas amigas, e por ter cortado demais o cabelo e parecer um “nabo”. Eu, olhos postos na única estrela que se via, procurava no meu peito um motivo forte para ter deixado o meu coração ir daquela maneira, se ter perdido daquela maneira, enquanto sussurrava “It started out with a kiss,had love, how did it end up like this?”... enquanto fechava os meus olhos com força procurando afastar a minha imaginação de trilhos indesejáveis para não me perder.
O ar ensaiava o peso daqueles corpos cheios de sei-lá-o-quê, quase colados ao céu. (acho que são saudades de um dia parecido na ribeirinha).
No fim da noite éramos as duas amigas de sempre, falávamos de medos, de dias felizes, do silêncio; falávamos em silêncio quase e as palavras iam ficando no ar e iam se entranhando devagarinho... Sei lá quanto tempo ali ficamos, com o lado mais escuro à vista da noite. Sei lá quantas imagens e ideias foram ali arrancadas aos poucos para doer menos. Sei lá quantas maldições lançamos aos céus por às vezes nos darem semelhante nó no peito que quase não conseguimos respirar. Sei lá das tolices tão cheias de razão que partilhamos.
Ela explodiu em lágrimas de coração confuso e Ele em meias-palavras manda a foto do “nabo”, Eu hoje queria vos segurar aos dois num abraço muito forte, porque não há trilho indesejável que eu não ultrapasse tendo-vos ali, minhas pessoas que são. O vento levou as nuvens e um bocadinho do peso que ali se instalara e apesar da bússola ainda não estar arranjada, o norte já se fazia sentir algures pelos nossos lados. Saltamos do telhado e eu armada em corajosa saltei sozinha,( porque como ele diz “tu és sempre assim, tudo sozinha e como tu queres…”), como quando era miúda, só para provar a mim mesma que era capaz, que ainda sou forte e corajosa para dar um salto no desconhecido de vez em quando. Bem feito! (que) fiquei com os pés doridos porque o chão nunca mais chegava, mas foi tal o aperto na barriga que só me deu foi vontade de rir, com os olhos feitos em lágrimas. Fosse sempre assim...
Ela olhou para mim e sorriu-me, quase com medo do que se passaria ali dentro de si outra vez, e com receio de eu andar a rever aqueles assuntos que não devem ser remexidos, mas nós somos daquelas que remexem em feridas que pensam já saradas, mas que abrem com qualquer toquezinho, seja por velhas fotos que lembram momentos, com hora e data estipulada, como momentos únicos de uma vida. E eles foram os dois, cada um para seu lado. E eu fiquei a ouvir aquela música, que me fala de ti, e que te faz partir. Música que me leva os medos e me leva a ânsia por algo que eu sei que está para voltar em breve. E por dentro dancei, dancei, dancei e cantei a plenos pulmões "Oooh, you set my soul a-light!" quase como se aquele sufoco saísse de dentro pelos dedos que desenhavam no ar amarguras quase ridículas e que rompiam na voz cansada e agitada ao mesmo tempo: "Oh baby, don't you know I suffer? (...) How long before you let me go? "
E foi tudo de uma tal maneira que nem parecia real. Sei lá eu o que nos faz sentir tanto estas coisas que parece que nos remexem nas entranhas mais profundas. Sei lá eu como lidar com isto. Sei lá! Ela diz que somos ridículos porque nos damos sempre tanto que nos tornamos incrivelmente vulneráveis, subimos as escadas até bem lá acima só pelo prazer que nos dá o caminho e já com a certeza que o pé nos há-de fugir a certa altura e nos vamos estatelar todos no chão, mas mesmo assim, ridículos que somos, fazemo-lo, por vezes e vezes sem conta nos vermos no meio do chão, a chorar baba e ranho, à espera de uma oportunidade para recomeçar e voltar a subir, para voltar a cair. Ela diz que há-de ser sempre assim, que é assim que funciona. Eu, ainda gosto de acreditar que não, e gosto de lhe fazer ver a ela, como já fiz a ele em tempos, que não faz mal ir vendo, ir dando devagarinho, ir subindo, que estas quedas servem mais é para aprender. O degrau onde já tropeçamos os três não pisaremos mais e pelo menos esse não nos fará cair de novo...
Amigos «3

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quem é?


Não sei quem é esta pessoa, que veste as minhas roupas, usa as minhas pulseiras e fios, usa o meu perfume e anda pela minha casa. Não sei quem é esta "mulher menina" que finge não ter frio quando treme, que finge sorrir quando chora, e que espera as tuas palavras como se fizesse alguma diferença aquilo que tens para dizer. Gostava de a poder chamar à razão, pedir-lhe que tire a cabecinha dura, que aqui sim mais parece uma pedra teimosa por demais, lá das suas ilusões e fantasias, mas não me ouve, ou assim parece. Há muito que perdera a razão, ao que parece tem um coração muito grande, tão grande que lhe enche os ouvidos até cá cima. Tem dias em que Eu me sinto na sua pele, outros que nem tanto.Tem o cabelo ondulado como o meu e ontem prendeu-o para se lembrar de que ainda tem rosto, mesmo sem um sorriso, que ainda é viva, que ainda sente, que chora nos braços de quem a conhece desde que nasceu, e melhor do que ela própria. Não sei quem é, que, neste corpo que é o meu, precisa de molinhas no cabelo para se lembrar de que é alguém, precisa de se olhar ao espelho e ver que ainda ali está, mesmo que não saiba ao certo quem. A cidade guarda muitas histórias tristes. Mas o meu coração vive na maior delas todas. Afinal, há muito que perdera a razão. Com ela, o Amor. E nada mais existiu.

QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ EM DEMASIA, A CABEÇA ESTÁ EM DEFICE?