quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Existem pessoas sem prazo de validade. E é por isso que quando nos oferecem uma melodia, ficam para sempre. Podemos ouvi-la hoje ou amanhã, e toca-nos sempre. E alarga-nos os neurónios, e faz melhor à alma do que as vitaminas. E ás vezes dá-nos, finalmente, a autorização de que precisávamos para chorar. Por outro lado, existem melodias (as de coração e alma) que nos fazem desconfiar...mas valem sempre a pena ouvir, porque quando se faz ginástica com a linha do horizonte e a curvamos à nossa medida, encontramos quem está sempre perto de nós.
Porque,

"Na verdade, o mundo interior não divide as pessoas entre as estranhas e as de familia. Mas, entre os viajantes e os aventureiros, os arquitectos do nosso coração e os alquimistas. Os viajantes e os aventureiros são pessoas que nos surpreendem, de passagem. Os arquitectos do nosso coração rasgam avenidas ou desvendam planaltos. Os alquimistas transformam-nos sempre que nos dizem: "Chega-te a mim...e deixa-te estar."


(Tenho saudades de um tempo em que tinha a meu lado 3 pessoas que me faziam rir e chorar, mas que mostraram sempre o verdadeiro significado da palavra permanência, não eterna ou palpável. Mas na distância de um enorme horizonte.)


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Serenata

A última, da latada ...

O reviver de emoções, lembranças, amizades construidas em cinco anos na cidade eterna dos estudantes. Sonhos, desejos, amores, o inicio e o fim de um ciclo marcado pela mais bela melodia que ressoa nos corações de quem ousa entrar no profundo das palavras.



"És o inicio da saudade, Coimbra, onde deixas em mim tanto de ti"

sábado, 16 de outubro de 2010


"O sentimento é nobre quando não é adulterado pelo sentimentalismo, e pelo desejo de posse e que, quando ousamos olhá-lo, o mundo é belo."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

2ª PARTE ...

... de Passos mágicos ...

A distãncia de algo que nos aviva a memória faz-nos bem, mas ao mesmo tempo é afastarmo-nos daquilo que somos e do que nos constrói como seres. Tu, ele, ela, o nós, quem foi, quem vem, quem está. São pedacinhos de cada um, são pedaços meus, que me fazem rir, chorar, sofrer, amar, mas mais importante VIVER. :)
Eu gosto de viver, sorrir (até me doer a barriga, ou então até chorar), gosto de quem me rodeia, rodeou e sei que estará para rodear. Tenho saudades de ti, dos que passaram por mim, e deixaram tanto deles por aqui - tenho um baú cheio de recordações, de memórias que não pretendo esquecer nunca - Sou uma romântica incurável, passe o que passar, está nas veias, no sangue que me corre, no bombear que me dá vida.
Volto aqui, porque gosto de escrever, e sempre me expressei melhor assim, do que por qualquer outra palavra que possa proferir. Serei eternamente tua, e tudo o que escrevo se baseia naquilo que um dia me deste e estarás para dar, sou do Mundo, e sei que um dia irei saborear o verdadeiro sabor das estrelas, porque afinal o passado, o presente e o futuro, é algo que me fará sonhar sempre.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não reconhecemos o grande dia da nossa vida, até que este acontece.
O dia que nos agarramos a algo ou a alguém. O dia em que sentimos uma felicidade imensa, que nos invade e não a percebemos. O dia em que conhecemos a nossa alma gémea, e simplesmente lhe sorrimos. O dia em que nos partem o coração, e o nosso corpo chora, e a alma fica desfeita. O dia em que rimos e choramos. O dia em que dizemos olá, com a mesma força que dizemos Adeus!
O tempo que já não temos, porque queremos viver para sempre!
O dia em que percebemos, que a eternidade não existe. E o que é hoje, pode não ser amanhã. E quem temos hoje a nosso lado a preencher-nos um pedaço de vida, pode amanhã já não estar.
Caminhos, vidas, cruzamentos, enlaçes e desencontros, que tantas vezes acontecem e não lhes percebemos o sentido. Até que um dia o percebemos, e já não vale a pena. Porque o dia, o tempo, e a oportunidade passaram.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Alma de mar em céu de verão

Foi noite e o frio que se instalou em mim, apesar do verão rigoroso que se faz sentir, está em tudo o que se vê. Lá fora ninguém sabe, que por dentro há um vazio, um enorme poço em que tenho vindo a me afundar inconscientemente. Porque em todos nós há um espaço, que por medo não cede e onde a ilusão esquece aquilo que o medo não deixa prever. Pergunto-me se será o medo de saber o que existe realmente neste vazio, que me faz permanecer numa ilusão consciente que criei de um sentimento camuflado que não entendo(?)
E esta noite, haverá mais chão e será mais terra para nascer. A água que me escorre entre as mãos percorre todo o espaço entre a sombra e entre o espaço que restou para refazer a vida no que o medo não matou. Porque sei que onde tudo morre, tudo pode renascer.
Olho-te, e em ti vejo o tempo que passou. Vejo o sangue que já correu em mim, e a força que me moveu quando tudo parou.
A tempestade que não há em ti, é que me tem arrastado para o teu lugar, e é em ti que me apetece ficar. Mas, eu descobri a casa onde posso adormecer, o doce silêncio em que sempre gostei de morar, desvendando o Mundo e o tempo de perder. Aqui tudo é mais forte e há mais cor num céu maior. Aqui é alma de mar, em céu de Verão. Aqui, por mais conhecido que seja, é tudo sempre tão novo e tudo pode ser Amor.
Agora que já é dia, e a luz está em tudo o que se vê, abafa cá dentro o que lá fora faz chover, na cidade que há em ti, encontrei um cantinho para um lugar meu, neste silêncio que irá me fazer permancer, ao abandonar esta cidade, que um dia me conheceu.

quinta-feira, 8 de julho de 2010








'Cause I know that you feel me somehow