
terça-feira, 9 de março de 2010
Para lá de alucinadas ...

quarta-feira, 3 de março de 2010
3/8
Ela aprendeu a sonhar assim, num tempo em que acreditava em amores eternos. Em que os sonhos nunca morriam, renasciam sempre e para sempre. E foi aí que a vida lhe ofereceu a sua primeira caixinha de música onde guardava os sonhos. Procurei-a hoje, já que a saudade me souprou de leve ao ouvido. E, nessa saudade, encontrei-a, só minha, abrindo-a no meu interior. E pensei "A caixinha deve estar repleta de coisas. Ainda lá deve estar a história da cinderela, da Bela Adormecida...do Romeu e Julieta. E ainda lá está o brilho das lágrimas que eu julgava serem bonitas e que me faziam acreditar que nenhuma dor era eterna." E eu queria chorar como as princesas e queria iluminar o mundo com as minhas lágrimas. Nessa caixinha, parece que todas as batalhas se vencem, excepto as do tempo.
E há ainda um grande sopro de amor eterno. Não se vê, não se cheira, não se toca, mas ele está lá, de mãos dadas com os sonhos eternos que eu continuo a acreditar serem isso mesmo, eternos. E percebo que a vida não roubou nunca essa caixinha de mim, porque ela, além de ter música, é mágica (lá dentro está uma guerreira capaz de proteger o melhor de mim). Lá dentro, os amantes eternos tocam infinitamente a melodia do seu beijo. E ainda lá está essa menina, sentada, com os cabelos aloirados, que com o tempo foram escurecendo, e os olhos grandes, como a sua verdadeira porta da alma, presos na televisão, cantando, ambicionando ser a princesinha que nunca morre, sempre desperta pelo amor do seu príncipe. E a pequena menina acreditava mesmo no amor eterno, esse mesmo que com um único olhar eternizava uma vida inteira. Deparo-me que já não sou a mesma menina. O tempo derrubou-a e construiu uma outra alma nos seus alicerces. O que restou? Os sonhos, talvez, porque eles são ainda a força mais poderosa do mundo. Porque eu quero ainda acreditar que a vida está errada e que a minha caixinha está eternamente certa. E assim embalo ainda a esperança de que o amor seja, apesar de tudo, eterno.
E, ingenuamente, ainda continuo a acreditar. Porque o tempo e tu derrubaram-me, mas não os alicerces que construí em pequena. Porque a caixinha é mágica, é de música ( a bailarina continua a dançar) e os sonhos são mesmo eternos. Porque ainda há algures em mim, sinais de um amor eterno.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Na volta
Andamos à volta em círculos fechados, caminhamos perante uma longa estrada e quando caímos em nós estamos no ponto de partida, a sentir tudo de novo. És estranho sabias?!
Mesmo estando calada, observando-te de longe, sabes o que me vai na mente, és o único que me conheçe até ao mais pequeno pormenor. Desvendas-te segredos, sabes o que provocas em mim e nunca nada vai mudar isso, ainda que as areias do tempo nos levem por caminhos ainda mais diferentes tu vais sempre saber como me beijar e eu vou sempre saber que faça o que fizer é impossivel apagar-te.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Será que eles lá estão ?!
Ah pois é, a Noite do pack três está de volta, e a uma sexta feira, de certo não vai dar boa coisa :P
E hoje ela é toda nossa .

GIRLS NIGHT *
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Again ...
O amor é estranho e o teu "querer-me" ainda mais. A cada dia que passa não consigo perceber esse teu mundo, em que teimas em viver, e a maneira como me tentas manter no teu olhar e abraçada a ti. Vens sempre de mansinho, e passe o tempo que passar, consegues manter viva, a luz que um dia acendes-te naquele cantinho da alma, onde te amei, e onde ainda te guardo. Somos saudade, falta mútua e um outro qualquer ingrediente que ainda não sei bem qual, que nos mantém e te mantém a ti a regressar sempre que te apetece a uma história de princesas e príncipes (que de encantada já não tem nada).
Por mais que eu queira continuar, e goste de ti na minha biografia, começo a ser uma menina "perdida", que com tanta ida e vinda já não sabe do seu norte. Por isso Meu Amor chega de idas e vindas, chegadas e partidas. Estou mesmo, mesmo, cansada e já me doem os pés de tanto tentar me equilibrar na corda que insistes em me manter esticada. Eu não sou tua para sempre,e já não sou a princesa que insistes em manter no teu conto de fadas (foste tu que me mudas-te), assim como a chuva que teima em cair, já não me molha como antes, ja não me põem os pés gelados . Já não há portas , nem janelas, já não existe nenhuma linha férrea que te traga até mim ou me leve até ti. O caminho que tens foi o que escolhes-te, por isso não voltes atrás, como menino mimado, que és, que não suporta a ideia de perder o seu brinquedo preferido, ou se voltares, volta, mas por ti e não pelo que fomos, mas pelo que poderemos ainda ser.
Eu prometo não largar a tua mao de vez, mas aos poucos como tenho vindo a fazer, vais ver, como tudo aquilo que ainda transmites no olhar e em palavras desvanece, e se torna numa ilusão (consciente) TUA.


