terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Diz-me como ...

Diz-me como escondo a luz dos meus olhos quando penso em ver-te. Como ponho os meus lábios torcidos que não se cansam de sorrir, por pensar nesse dia. Diz-me como digo às minhas mãos que não falem e aos meus silêncios que não tentem tocar-te. Como me quito estas ganas de vivir”. Diz-me como não escuto todas as tuas palavras, que mesmo que sejam repetidas, quero escutá-las. Como troco ou reescrevo os meus sonhos contigo se é tão saboroso sonhá-los assim. E eu dissimulo, faço um nó e digo coisas que ainda não tenho que dizer, que ainda não sinto. E começo a estranhar-te… “te veo en todas partes. Y es que ando de puntillas solo por ti!”
Diz-me como não me lanço desta nuvem, se é tão fácil salvar-me no teu sorriso, e continuo a caminhar por estes caminhos de brisa só em pontas. Diz-me como posso fazer, diz-me como.
Diz-me como não sonho com ficar sempre a dormir sob o teu olhar longínquo e ausente. Como mudo ou reescrevo a minha história contigo se já está escrita sem ti, que posso te dizer? Diz-me como não desejar tocar os teus delírios, encontrar um sítio em qualquer ilusão tonta. Como durmo as minhas ânsias e o meu coração, se por momentos tu estás de volta. “Como me quito estas ganas de vivir.”

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

*

As palavras fugiram-lhe entre mãos, os sonhos voaram-lhe mais uma vez, o silêncio caiu, quando ao escutar novamente a sua voz, ouviu tudo aquilo que não queria mais ...
(...)"De que te falam as palavras que murmuro no teu ouvido ?
-Passado tanto tempo, NADA, é como se fosse só silêncio...
De que serve o tempo,se não para te fazer recordar aquilo que espero que nunca esqueÇas? Este tempo serviu para ver o que perdi ...
- Não sei de que falas.
De que falo eu ?
Daquilo que só ambos sabemos falar.
" (...)
(Go on and go, but don't turn around)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Esta semana, sonhei. Muito. Pensei por momentos longos que pudesses ter mudado. Enganei-me? Sim. Voltei ao ponto de partida? Aqui estou. Sinto-te a falta? Uma imensidão. O nosso sentimento? É dificil de traduzi-lo ou categorizá-lo, no meio de duas almas (ir)racionais que amamos, cada um há sua maneira. Se te perdoei outro dia? Não haverá dia em que isso aconteça.
(O que tanto procuras está aqui.)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma mala onde carrego tudo a que tenho direito... O baú das recordações!"Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo."

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mudava...se me conseguissem dar pelo menos uma razão...

... mas ate agora ninguém deu
Porquê ter de apagar as pessoas que fazem parte da nossa vida, queiram elas ou não? …tenham elas sido apenas sombras que desapareceram no segundo a seguir porque outro sol ocupou todo o espaço …ou porque tudo ficou sombra; tenham elas marcado de tal forma o que somos…que passamos a senti-las também, assim, como bocadinhos do que somos…
só ainda não me disseram porque temos de rasga-las …só porque “pertencem", são bocadinhos também de outras pessoas?!(muitas bem sei que são ate mais nelas e delas do que em mim…). É por isso?!… não quero ”roubar” nada de ninguém a ninguém, até porque não acredito que seja possível faze-lo… sentimentos não se roubamexistem ou nãomudam de destinatários ou não…mas não é porque alguém os “rouba, é porque têm vontade…
Sim, revolta-me…ouvir …e mais que ouvir , sentir …que tem de se apagar, mesmo que isso rasgue uma folha… será que é por não saberes que a folha não se importa que não escrevam mais nela?! Então ouve: ela não quer que escrevam mais nada… só não quer que a obriguem a ficar vazia…para quê ainda exigires as letras velhas que estão guardadas num lugar que desapareceu da memória do mundo, quando o livro é todo teu?!… e o livro ficou mais bonito assim…só TEU!
(mas há letras que são minhas e essas…só se apagam quando a minha vontade quiser ou tiver motivos para isso…)
E depois… porque gosto de guardar o que de melhor conheci em cada pessoa que passou na minha vida e … porque ninguém escolhe…quem cativa ou por quem se deixa cativar...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

See

Com marcas impressas num sorriso estampado, que a todos disfarça o seu antigo olhar. O rosto é a imagem da sua alma cheia de sofrimentos sentidos que a fazem silenciar. Se, se vê reflectida na água em que o medo é casa.
Olha-me nos olhos, tudo o que precisas de saber agora, encontra-se aqui, ao alcance de um olhar, porque quem não compreende um olhar tão pouco compreenderá uma longa explicação. Os olhos não conseguem mentir.